terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Governo americano nega emissão de visto em Salvador

Os baianos que desejem visitar os Estados Unidos ainda vão precisar se dirigir às cidades do Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo ou Recife para solicitar o visto de entrada no país. Em reunião realizada nesta segunda, com o prefeito João Henrique e a representante Especial de Ações Intergovernamentais Globais do Departamento de Estado Norte-Americano, Reta Jo Lewis, foi explicado que a cidade de Salvador não poderá emitir os vistos. De acordo com a representante do governo norte-americano, para viabilizar a retirada do documento é necessário que tramite, no Congresso Americano, uma lei que possibilite outro estado integrante de país estrangeiro o procedimento. “O presidente Barack Obama vai autorizar a contratação de mais funcionários nos consulados já existentes no Brasil para agilizar a retirada do visto”, acrescentou Lewis. (A Tarde)

Sobre notas e acusações

Afonso Dantas

É incrível o que se faz para ter um "furo" de notícia, uma exclusiva. A imprensa brasileira - seria mundial? - não têm escrúpulos e faz qualquer coisa para garantir vendas e audiência.
As notas sobre casos do governo - demissões a pedido ou não - na maioria dos casos, faz juízo de valor, deturpando o papel de informar, substituindo-o pelo papel de opinar, mesmo sem checar a veracidade das notícias. E com a Internet e a liberdade de imprensa - que deveria ser acompanhada de responsabilidade - isso foi multiplicado.
Vamos ser responsáveis e reportar o que acontece, não o que "se acha" que acontece.
imprensa não é lugar para "madames Beatrizes"...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Um gás na carreira

A futura presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, tem uma promoção estranha no currículo – no tempo em que trabalhou com Dilma no Ministério de Minas e Energia

ISABEL CLEMENTE

Aos 58 anos, a engenheira Maria das Graças Foster, diretora de Gás da Petrobras, é a Dilma da Dilma. Uma mulher séria, um tanto impaciente, que coleciona elogios e temor devido ao rigor de suas cobranças. Mãe de um casal e avó de uma menina, é capaz de dedicar mais de 14 horas do dia ao trabalho, abrindo mão de férias por anos a fio. Graça, como gosta de ser chamada, foi escolhida para ser a próxima presidente da estatal, em substituição a José Sergio Gabrielli. Quando estiver confirmada no cargo, algo esperado para a próxima semana, ela entrará para o seleto clube das executivas mais influentes do planeta. Será também o auge na carreira da funcionária que entrou há 32 anos na estatal como estagiária e passou por praticamente todas as áreas da empresa, como gás, distribuição, pesquisa e petroquímica.


Esse grande salto profissional de Maria das Graças foi possível porque, na década de 1990, ela conheceu a então secretária de Energia do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff. Ficaram amigas. Quando Dilma, em janeiro de 2003, foi nomeada ministra de Minas e Energia no primeiro governo Lula, a atual presidente a chamou para ocupar o cargo de secretária de Petróleo e Gás do ministério, onde ficou por mais de dois anos. Esse período guarda, no entanto, um episódio suspeito. Em 2004, de acordo com documentos oficiais da Petrobras obtidos com exclusividade por ÉPOCA, Maria das Graças ganhou uma nomeação retroativa na empresa. Um memorando datado de 11 de março de 2004 promove a química de petróleo sênior Maria das Graças Pena Silva (nome de solteira da futura presidente da Petrobras), que exercia na empresa o posto de gerente de tecnologia, ao cargo de confiança de gerente da unidade de Gás Natural da CEG Rio. Trata-se da companhia de distribuição de gás do Rio de Janeiro, empresa na qual a Petrobras detém participação via Gaspetro. O que há de mais estranho é que a data da nomeação é anterior à do memorando: 29 de janeiro de 2003. Maria das Graças ocuparia o cargo de outra funcionária, Lecy Pires Colnaghi.
Segundo juristas, esse ato de nomeação retroativa constitui, por si só, uma ilegalidade. “Não existe nomeação retroativa. A única hipótese seria por decisão judicial porque a pessoa tinha direito a um cargo, não tomou posse e teve o direito reconhecido, o que obriga o pagamento retroativo. Do contrário, é um ato ilegal”, diz o procurador da República no Tribunal de Contas da União (TCU) Julio Marcelo de Oliveira. Quem executou a operação foi Djalma Rodrigues de Souza, então gerente executivo de Gás Natural da Petrobras – personagem que mais tarde ficaria conhecido por ser afilhado de Severino Cavalcanti, o folclórico ex-presidente da Câmara dos Deputados que renunciou ao cargo em meio a denúncias de recebimento de propina. Foi para Djalma que Severino reivindicou um cargo de diretor da Petrobras, com a frase que ficou célebre: “Não quero uma diretoria qualquer, e sim uma diretoria que fura poço”.
O cargo que Maria das Graças exercia no ministério de Dilma – secretária de Petróleo e Gás – tinha o código DAS 6, o mais alto da Esplanada. Naquela ocasião, a remuneração de um DAS 6 era de R$ 7.575. Como gerente de tecnologia na Petrobras, Maria das Graças recebia R$ 9.700, aproximadamente. Quando um funcionário é cedido por uma empresa do governo federal a outro órgão ou um ministério, o gasto é todo de quem requisita. A empresa – no caso, a Petrobras – é ressarcida pelo ministério. Segundo normas do Ministério do Planejamento, cabe ao funcionário optar pela fórmula mais vantajosa: ganhar o DAS na íntegra ou receber o mesmo salário da empresa mais um porcentual do DAS. Como Maria das Graças ganhava mais na Petrobras, era interessante para ela manter o salário da estatal e receber mais 60% do salário do cargo comissionado. Quanto maior fosse o salário da estatal, maior seria sua remuneração final. E o salário de gerente da CEG era 50% maior que os vencimentos relativos ao cargo de gerente de tecnologia na Petrobras.
Sobre o episódio, a Petrobras reconhece que existe um documento com datas retroativas, mas atribui tudo a um erro administrativo. A empresa diz que a promoção de Maria das Graças Foster tinha sido acertada antes de ela ser convidada a ir para Brasília e que o processo teria sido concluído apenas em março de 2003. Por esse motivo, diz a empresa, a executiva vinha sendo remunerada desde então pelo valor mais alto. A nomeação para o cargo de gerente da unidade de Gás Natural da CEG Rio saiu com data retroativa, segundo a Petrobras, porque teria ocorrido um erro na hora de aprovar a cessão de Maria das Graças para o Ministério de Minas e Energia. Para que o funcionário cedido mantenha o salário da Petrobras, é necessário, pelas normas da estatal, que a cessão seja aprovada pela diretoria executiva da empresa. Em 2003, isso não foi feito. Um ano depois, quando a cessão de Maria das Graças para o ministério precisou ser renovada, a empresa decidiu pela nomeação retroativa para sanar o problema. Segundo a Petrobras, não houve remuneração indevida a mais nem pagamentos retroativos.
A resposta da Petrobras suscita, porém, outras questões: se havia uma promoção em vista para Maria das Graças, por que foi preciso dar a ela uma nova função, numa empresa coligada da Petrobras, um ano depois? Se a promoção foi concluída em março de 2003, por que a nomeação retroativa tem a data de 29 janeiro de 2003, praticamente coincidente com a nomeação para secretária de Petróleo e Gás, em 31 de janeiro? Foi mais um erro, admite a Petrobras. No mínimo, segundo os procuradores ouvidos por ÉPOCA, o processo todo requer uma apuração. “Essa situação, de nomear retroativamente, caracteriza fraude por falsidade ideológica e improbidade administrativa, inclusive por parte da pessoa beneficiada se tiver recebido vantagem ilícita. Teria de ser investigada”, diz a procuradora regional da República em São Paulo, Janice Ascari.
Todo esse episódio acrescenta uma nota a mais de desassossego à nomeação de Maria das Graças para a presidência da Petrobras. O anúncio de sua escolha para o cargo às vésperas da viagem, na semana passada, do atual presidente José Sergio Gabrielli para o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, causou embaraços internos. A notícia soou como uma demissão de Gabrielli, que tinha uma relação conflituosa com a presidente. De Davos, Gabrielli tentou botar panos quentes e defender sua gestão. Ele afirmou que, com Maria das Graças, haverá continuidade na direção da Petrobras porque o governo sempre mandou na empresa. “Não é verdade que saí porque discordei (de Dilma Rousseff)”, disse Gabrielli, um recordista no posto, onde está há mais de seis anos.

SINTONIA
Empossada, a executiva deve alinhar a estratégia da Petrobras com a do Planalto


A substituição de Gabrielli por Maria das Graças, pela proximidade da futura presidente da Petrobras com a presidente Dilma, deverá significar um alinhamento ainda maior da empresa com o Palácio do Planalto. A presidente Dilma, nos bastidores, queixava-se de atrasos no cronograma de exploração do petróleo da camada pré-sal. Com a chegada de Maria das Graças, esperam-se mudanças na diretoria e nos principais cargos gerenciais. A primeira baixa será o diretor de Exploração, Guilherme Estrella, que já comunicou a seus comandados que deixará o posto. Especula-se também que será criada uma nova diretoria, onde seria colocado o ex-presidente do PT José Eduardo Dutra, um dos coordenadores da campanha presidencial de Dilma em 2010 e presidente da Petrobras entre 2003 e 2005. Apesar da perspectiva de maior interferência do governo, a escolha de Maria das Graças foi bem recebida pelos analistas do setor de petróleo. “Ela é fera, sabe delegar e cobrar. Ganhou notoriedade na defesa da empresa”, diz Jean Paul Prates, especialista da área e ex-secretário de Energia do Rio Grande do Norte.
Maria das Graças tem mestrado em engenharia química e pós-graduação em engenharia nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). Mineira, morou, até os 12 anos, no Morro do Adeus, uma das comunidades do Complexo do Alemão, um conjunto de favelas do Rio de Janeiro. Para financiar seus estudos e ajudar no sustento da família, trabalhou desde jovem. Como a presidente Dilma, Maria das Graças é descrita por muitos assessores como uma mulher difícil e dura no trato. Mas a futura presidente da Petrobras tem também seu lado folião. Ela desfila há vários anos na escola de samba União da Ilha e comparece aos ensaios na quadra como uma boa integrante, informa o presidente da agremiação, Ney Filardi. “Ela está sempre lá, na maior simplicidade, com a família. É tranquila, nunca a vi bebendo. Fico muito lisonjeado com sua presença. Espero que não nos abandone”, diz Filardi. A Dilma da Dilma tem lá também suas diferenças em relação à original.

Da Revista Época

Dilma teme a postura de Alves na presidência

A demissão do diretor-geral do Dnocs foi vista pelos aliados de Henrique Alves (RN), líder do PMDB, como “fogo amigo” do PT para queimá-lo na disputa pela presidência da Câmara. Pode ser. Mas é a presidenta Dilma quem parece estar com pé-atrás nessa pretensão. Ela contou a um senador por que teme Alves presidindo a Câmara: “Com o PMDB e a pauta de votações na mão dele, o governo está morto...”

Desequilíbrio

Dilma achou “desequilibrada” a atitude de Henrique Alves em defesa do aliado, desafiando-a e cobrando a demissão de ministros do PT e PSB.

Estupefação

Deixou os meios políticos estupefatos a defesa radical, por Henrique Alves, de alguém acusado de desvios de R$ 192 milhões no Dnocs.

Maus lençóis

Dentro do próprio PMDB, Alves é alvo de críticas por não ter poupado nem o vice-presidente Michel Temer da confusão em que se meteu.

Toma que é teu

Em conversa recente, Dilma lembrou ao PMDB que o compromisso de eleger Henrique Alves presidente da Câmara não é dela, mas do PT.

Relação entre Gleisi e Dilma já sofre desgaste

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, confidenciou a um político próximo que sua relação com a presidenta Dilma não anda lá das melhores. Na conversa, que aconteceu no auge das denúncias contra o ministro Fernando Bezerra (Integração), Gleisi contou que estava sob forte estresse no Planalto. E que, embora cumpra todas as determinações da presidenta, nem sempre concorda com elas.

do site de claudio humberto.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A maldição do cedilha

O Secretário Nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), corrigiu o “çedo” (sic) que lascou no Twitter, mas escorregou em “suçesso (sic) total na audiência com ministro”, quinta (19). Ontem sumiu do microblog, abatido por um pesado dicionário.

Bandido trapalhão

A polícia de Itapetinga (BA) prendeu Mário Sérgio Freudenthal, traficante que obrigou 70 “clientes” a tatuarem o nome dele em troca de crack e cocaína. Era o único Freundenthal na cidade, quiçá na Bahia.

do site de claudio humberto.

Autocrática

No Palácio do Planalto, a presidente, ou presidenta, Dilma Rousseff tomou as rédeas da maratona de reuniões com ministros, que vai até segunda-feira (23). Faz tudo do jeito dela, não ouve ninguém, e só comunica as decisões aos assessores palacianos. Tudo em cima da hora.

do site de claudio humberto

Catadores bajulados caíram no ‘conto’do Lula

Houve festa, com direito a bonés de movimentos sociais e até presente de Natal dos catadores de recicláveis para Lula, entregue por Dilma. Mas a presidenta vetou na íntegra o projeto regulamentando a profissão de catador de materiais recicláveis e de reciclador de papel – um dos oba-obas do antecessor, com muitas fotos e promessas, agora no lixo. O autor do projeto foi o senador petista Paulo Paim (RS).

Esqueçam o que eu disse

Dilma considerou o projeto “inconstitucional” e que não traria a inclusão social e econômica, que ela mesma e Lula alardearam no passado.

No final de dezembro, Dilma se comprometeu publicamente com a luta dos catadores pela reciclagem, por ser “presidente dos pobres”.

do site de claudio humberto

Fim da sacolinha plástica desafia consumidor em SP

TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO

Fazer as compras no supermercado envolverá uma logística mais complexa a partir de quarta-feira, quando as sacolinhas plásticas deixarão de ser distribuídas gratuitamente em São Paulo.

Quem não quiser sair do estabelecimento com as coisas na mão terá de se "lembrar" de levar a sua própria ecobag ou carrinho de feira.

Existem tamanhos, modelos e materiais --papel, pano, lona, juta, plástico, plástico etc.-- para todos os gostos, bolsos e exigências de uso.

Com fim da sacola plástica, aprenda como fazer um saco com jornal

Na melhor das hipóteses, o consumidor vai ganhar do supermercado uma caixa de papelão usada (há risco de contaminação) ou, novidade, terá de comprar uma sacolinha biodegradável por R$ 0,19 --alvo das mais ferozes críticas e resistências, respondidas pelos supermercado por um simples "não compre e leve sua ecobag".

Os críticos dizem que essa sacola não resolve o problema porque não há compostagem, capaz de degradar lixo orgânico, no país.

Mas a sacola compostável é a que melhor se adequa à realidade de lixões e de aterros sanitários, onde elas se degradam em dois anos.

Sem coleta seletiva, o plástico vai para o mesmo lugar e demora mais de cem anos para se decompor.

LOGÍSTICA

A logística das compras exigirá também pensar como confinar em um mesmo espaço produtos secos, molhados, comestíveis e perecíveis com artigos de limpeza, inseticidas e líquidos químicos --outra das reclamações.

Quem usava a sacolinha para o lixo ou para coletar cocô de cachorro terá de comprá-la --outra reclamação.

E isso é só o começo da longa saga de responsabilidades, sacrifícios e custos financeiros que virão. Depois vem a coleta seletiva --a meta do país (não é só do poder público) é universalizá-la em 2014.

A mudança é fruto de um acordo dos supermercadistas; não tem força de lei, participa quem quer. Se algum furar não acontece nada, é um acordo.

Por que os supermercados? Porque eles despejam 90% dessas embalagens no país, daí a iniciativa setorial de "cuidar" desse assunto.

Será assim com todas as cadeias produtivas. O novo marco regulatório dos resíduos sólidos prevê que cada uma defina como retirar de circulação resíduos que produzirem --como os mercados farão com as sacolinhas.



editoria de Arte/Folhapress

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Campanhas de final de ano não agradam consumidores brasileiros

Pesquisa indica que varejo e bancos foram os setores mais criticados

As campanhas de final de ano das redes de supermercados, bancos e de eletroeletrônicos não caíram no gosto do consumidor brasileiro em 2011. Pelo menos é o que mostra o INSC (Índice Nacional de Satisfação do Consumidor), pesquisa realizada em conjunto pela ESPM e Rapp Brasil, mensalmente na internet. O índice de satisfação em dezembro apresentou queda de 6,6 pontos percentuais e fechou o mês com 56,2%.

Adjetivos como “chatas”, “irritantes” e “hipócritas” foram usados pelos consumidores para definir as campanhas dos supermercados (que estão dentro da categoria do varejo). Entre as redes analisadas estão Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour. O setor registrou retração de 7,2 pontos, passando de 77,6%, em novembro, para 70,4% de satisfação no último mês do ano.

Marcos Henrique Bedendo, professor de gestão de marcas da ESPM e um dos analistas do INSC, diz que quanto mais as categorias estão em evidência, maior é o nível de insatisfação das pessoas. “Como dezembro é um mês de alto consumo em função do Natal, 13º salário, isso acaba influenciando as categorias que são mais consumidas, como o varejo e eletroeletrônicos, que ficam mais na mira do consumidor, tanto para o bem quanto para o mal”, explica Bedendo.

As campanhas de marcas de eletroeletrônicos pesquisadas também apresentaram queda na satisfação do consumidor e foram bastante criticadas. O índice que, em novembro, era de 68,5%, passou para 62,4%, em dezembro. Entre as marcas avaliadas estão Samsung, LG, HP, Electrolux, Nokia e Positivo.

O estresse de final de ano também é outro motivo apontado para a insatisfação dos consumidores. “Tem todo um estresse de final do ano, com a correria das compras. A própria questão da inflação que vem aumentando também influencia. As pessoas percebem que a inflação aumentou, de um ano para outro, quando vai trocar algum utensílio doméstico, por exemplo. E isso aumenta a pressão sobre o varejo. Uma loja cheia não vai dar um bom atendimento e o consumidor reclama”, comenta Bedendo.

Já os bancos têm o índice mais baixo entre os segmentos pesquisados, com 44,7%. Os comerciais do Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil perderam 8,9 pontos percentuais na avaliação. Em novembro, o índice do setor era de 53,6%. O professor da ESPM explica que as marcas citadas na pesquisa foram escolhidas porque são as maiores de seus segmentos, em termos de volume de vendas. A pesquisa avalia 43 marcas, todos os meses.

O INSC mede a satisfação do consumidor brasileiro na internet em cinco categorias: varejo, informação, bens de consumo, financeiro e health care. Bedendo explica que as opiniões são captadas na internet de maneira espontânea, em blogs, fóruns de notícias e redes sociais. O critério leva em conta a qualidade percebida de produtos e serviços, a expectativa do consumidor e o valor percebido. O método de estudo foi idealizado por Ricardo Pomeranz, professor da ESPM e executivo da Rapp Brasil.

As 43 marcas acompanhadas são: Casas Bahia, Lojas Americanas, Ponto Frio, Casas Pernambucanas, Carrefour, Pão de Açúcar, Walmart, Zaffari, Banco do Brasil, Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander, Claro, Vivo, Oi, TIM, GM, Ford, Volkswagen, Fiat, Ambev, Schincariol, Coca-Cola, Pepsi, Unilever, Natura, Avon, Johnson & Johnson, Whirpool (Brastemp, Consul, Kitchen Aid), Samsung, LG, HP, Electrolux, Nokia, Positivo, Brasil Foods, Nestlé, Kraft Foods, Yoki Alimentos, Pfizer, Novartis, Sanofi-Aventis e Roche.

por Kelly Dores, do propmark

Erário é uma mãe

A estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC) gastou R$ 94.957,65 em passagens e diárias para reunir em Brasília 62 funcionários de três estados, neste fim de semana, para planejar “o próximo decênio”. O ex-ministro Nelson Jobim tinha razão: os idiotas perderam a modéstia.

do site de claudio humberto.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

GUERRA NA CULTURA ITABUNENSE

O coordenador do Centro de Cultura Adonias Filhos (CCAF), Aldo Bastos, disse que ingressará na justiça com ação por danos morais contra o jornalista e escritor Antonio Júnior, seu ex-auxiliar na gestão do CCAF.

Júnior acusa Aldo de promover Caixa 2 e até desviar dinheiro do centro de cultura para a campanha eleitoral da petista Juçara Feitosa em 2008. Diz o jornalista que Aldo criou Caixa 2 para bancar santinhos da então candidata e cafés da manhã da petista com os artistas locais.

O jornalista também acusa o coordenador do CCAF de fazer desaparecer R$ 4.800,00 em novembro do ano passado.

- Estou entrando com uma ação com queixa- crime contra ele. Ele terá de provar, responder por tudo isso. Ele terá de provar tudo e terá de me ressarcir por danos morais – retrucou Aldo Bastos.

O ator e diretor teatral recorre a adjetivos fortes para descrever o ex-auxiliar e o acusa de ter feito de tudo para lhe tomar o cargo na época em que estava no centro cultural administrado pelo governo baiano. “Ele queria ser o titular [o coordenador]. Pensava que ele era um cara íntegro, mas começou a aprontar”.

Ainda segundo Aldo Bastos, seu desafeto caiu porque “fez coisas terríveis [no Centro de Cultura]”.

- Eu tenho como provar tudo. Tenho provas contundentes contra ele – afirmou Aldo Bastos ao Pimenta em resposta a uma nota aqui publicada e ao que foi postado no blog pessoal do escritor e jornalista.

Aldo Bastos ainda afirma que Júnior foi expulso da Espanha devido a plágios e aponta algumas pessoas como testemunhas de quem é o escrito:

- Pergunte a Osmundinho Teixeira, pergunte a Ruy Póvoas, pergunte a Marcel Leal, pergunte ao pessoal da Espanha, de onde ele foi expulso, quem é Antônio Júnior. Mas eu não vou me rebaixar ao nível dele. Irei processá-lo.

do Pimenta na muqueca.

Comentário do blog: Postamos aqui a denúncia de Antonio Junior, e agora, a defesa-acusação de Aldo Bastos. Esperamos que as denúncias de ambos os lados sejam apuradas, e, se houver culpados, que sejam punidos. Que a justiça seja feita e dê sua palavra sobre essa confusão.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Globo mantém liderança absoluta na audiência do meio TV

Segundo o Ibope, emissora tem 43% de share; SBT foi a única que obteve crescimento em 2011

O Ibope divulgou aos seus assinantes os números da audiência acumulada da TV aberta brasileira no ano de 2011. De acordo com uma fonte do propmark que teve acesso aos dados, a Globo continua com a liderança absoluta do meio, com 43% de share. É uma participação superior à soma das outras quatro maiores emissoras – Record, em segundo, com 17% de share; SBT, em terceiro, com 14%; Band, com 5%; e RedeTV!, na quinta posição, com 3% de share. Também segundo a fonte, o SBT foi a única emissora que obteve crescimento em 2011 em relação a 2010.

A informação é da coluna Supercenas da edição nº 2382 do jornal propmark, com data de capa de 9 de janeiro de 2012.

A história dos direitos humanos

Denúncia contra a Marinha

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

BAHIA PESCA PROMOVE CONCURSO DE FOTOGRAFIA

A Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), recebe até o dia 31 deste mês as inscrições para o concurso de fotografias “Bahia Pesca e Mar”, cujo tema é “Bahia: um olhar para a pesca e o mar”.

O concurso é aberto a fotógrafos profissionais e amadores, com o objetivo de incentivar trabalhos que enfatizem as riquezas naturais do Estado. Cada candidato poderá participar com até dez fotografias, que deverão ser enviadas no prazo de quinze dias após o encerramento das inscrições, com o formato 20x30cm.

O prêmio do concurso será de R$ 3 mil para o primeiro colocado, metade desse valor para o segundo e R$ 500,00 para o terceiro lugar. A entrega ocorrerá no dia 16 de março.

do pimentanamuqueca

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Izânio

Camará revitaliza marca















Novo ano, nova marca, novas idéias.
A Camará Comunicação Total, revitaliza sua marca e começa 2012 com novas idéias de negócios e busca de oportunidades. Mais do que nunca, quer ser parceira de seus clientes. Que venha 2012!

Governo barra projeto que detalha impostos

Está no limbo há quase 15 anos projeto de lei obriga a divulgação do percentual dos tributos embutidos em cada produto. Os consumidores, segundo o projeto, devem ser informados do valor da carga tributária na nota fiscal do produto ou serviço, que compõe o pacotão de 35,21% em impostos. Existem mais de 20 projetos sobre o mesmo tema e 10 requerimentos solicitando inclusão na ordem do dia para votação.

Enganação

Para o deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO) o governo obstrui, pois o projeto vai desmascará-lo: “O povo saberia quanto paga em impostos”.

Promessa

Líder do PSD, Guilherme Campos (SP) promete “acelerar o motor” para votá-lo ainda este ano. “É direito do cidadão saber o que paga”.

Pra boi dormir

Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo, alega que só pode aprovar a matéria após consenso sobre a reforma tributária. Ou seja, nunca.

É muita coisa

O Brasil atingiu o recorde de R$ 1,5 trilhão de impostos pagos em 2011. É emergente com a maior carga tributária do planeta.

do site de claudio humberto.

E POR FALAR EM CORRUPÇÃO...

Uma das vantagens de não estar filiado a qualquer partido ou não ter esperança em políticos é que jamais sentiremos vergonha ao ver alardeada na mídia a corrupção de figuras públicas. Com a maturidade, aprendi que os políticos só costumam conviver intimamente com outros políticos, bajuladores e familiares. Essa, aliás, é sua principal desventura. E a prova definitiva de que o poder, o dinheiro e a rapinagem podem comprar até a infelicidade. Já pensou passar uma vida inteira convivendo com gente que valoriza a estupidez existencial? Cruz-credo. Mas por que inicio o ano escrevendo sobre sanguessugas? Explico. De passagem recente pelo sul da Bahia, percebendo que o remanso, a caretice, a ignorância e as frustrações da província afetam o comportamento de todos - da brutalização da juventude a natureza apática dos adultos -, soube de novidades escandalosas não tão novas assim, pelo menos pra mim. Ao vagar pelos templos máximos do orgulho grapiúna - um shopping enfadonho e bares baratos de ponta de esquina – acabei por encontrar inúmeros conhecidos com a mesma ladainha: “Já soube que Aldo Bastos anda roubando o CCAF? Leu a denúncia em “O Trombone”? Por que Geraldo Simões não toma uma decisão digna e coloca o larápio na rua da amargura?”.

Para quem não é de Itabuna, o cenário desta patifaria, apresento os personagens do folhetim: o CCAF é a sigla do Centro de Cultura Adonias Filho, um órgão cultural do governo da Bahia, encarregado de incentivar a produção artística de diversos municípios das terras do sem fim de Jorge Amado; o canastrão Aldo Bastos é o diretor do local desde que Jaques Wagner reina no Estado baiano; Geraldo Simões, um deputado federal petista que se perdeu no meio do caminho de sua trajetória política, liquidado pela embriaguez do poder, agora faz das tripas coração para não ser atropelado por uma ficha manchada, manchadíssima, com processos administrativos que se arrastam ao longo dos anos; “O Trombone” (www.otrombone.com.br), um conhecido blogue de notícias. Em dezembro de 2011, neste blogue, na coluna “De Rodapés e De Achados”, do escritor Adylson Machado, foi publicada com o título “E Por Falar em Corrupção” a seguinte nota:

“Já do conhecimento de todos – do reino mineral a mais pudica das clarissas – o caixa 2 montado no Centro de Cultura Adonias Filho para atender interesses bastantes particulares do diretor Aldo Bastos. Como são pagas as utilizações daquele espaço cultural – que anda caindo aos pedaços, literalmente – o Sr. Diretor do CCAF, que não aprendeu ainda a fazer um ofício (que o diga Antonio Nahud Junior), remete aos superiores apenas o que quer. Documentação em duplicidade: uma sobe, outra desce ao bolso do dirigente. O fato já chegou ao conhecimento de seus superiores. O estranho apenas é o que ainda segura Aldo à frente do CCAF. No fundo, mancha a imagem do Governo Jaques Wagner. Porque não existe corrupção pela metade ou inteira. Ou há ou não há. Como no caso do CCAF existe, esta corrupção é do Governo Jaques Wagner”

Por que me citaram nesta nota corajosa? Durante dois anos fui vice-diretor do CCAF. De volta de uma longa temporada européia, acabei por ser convidado por Geraldo Simões para assumir tal cargo, que disse-me na ocasião: “Aldo Bastos será o diretor. É um compromisso que tenho com minha mãe. Não posso desprezar um pedido dela”. Fiquei pasmo: uma senhora simples, sem conhecimentos artísticos ou intelectuais, indicando o gestor cultural de toda uma região, mas topei, empolgado com a possibilidade de realizar uma série de projetos culturais na terrinha natal. Logo soube que dois outros petistas lutavam com unhas e dentes pelo mesmo cargo: a professora Naynara Tavares e o jornalista Marival Guedes. Os meses se passavam e nada da prometida nomeação. O deputado, como faz habitualmente, dava um ambíguo riso de canto de boca e dizia que tudo daria certo, era só ter calma - agora eu sei que prometia o mesmo para os outros concorrentes. Cansado de esperar, telefonei para alguém influente da Secretaria de Cultura, que conhecia de antigos carnavais, e detalhei a situação frustrante. Dois dias após, o meu nome apareceu no Diário Oficial. Os petistas grapiúnas ficaram de boca aberta e os demais interessados no cargo deixaram de falar comigo.

Contente, fui à luta com as melhores intenções, colocando imediatamente o CCAF na mídia. Nos meses seguintes, apareceu positivamente em jornais, blogues, rádios e tevês. Editei um jornal interno - o “Adonias” -, distribuindo-o por boa parte da Bahia e sendo aplaudido por artistas e pela Secretaria de Cultura. Mas a tempestade não tardou a chegar. E veio forte. Aldo se sentiu enciumado com o meu nome em destaque na imprensa, mesmo ao lado dele. Temperamental e brucutu, ele agredia verbalmente artistas e humilhava funcionários. Como eu não compactuei com essa arrogância, o clima tornou-se tenso. Ele perseguiu e conseguiu o afastamento da atriz Eva Lima e a transferência da bailarina Rita Brandi, figuras fundamentais para a casa. Logo escancarou as portas da diretoria para comparsas venenosos, permitindo que utilizassem a internet, os computadores e o material administrativo, além de serem beneficiados com as melhores datas da pauta de espetáculos. Com conceitos administrativos distintos, passamos a discutir. Em contrapartida, os meus projetos foram vetados – inclusive o “Adonias” – e nos bastidores o rude gestor me ofendia com palavras de baixo calão.

Por fim, durante a campanha de Juçara Feitosa para a prefeitura de Itabuna, desejando provar a todo custo sua fidelidade partidária, criou um caixa dois, financiando santinhos da candidata e cafés da manhã para artistas com finalidade eleitoreira. Totalmente contra, denunciei a situação comprometedora ao partido e, para minha surpresa, consideraram-me um traidor. Diziam que eu tinha pulado no PT “de pára-quedas”, que era um oportunista, um burguês etc. Mesmo com a derrota da esposa do deputado, que perdeu muitos votos de eleitores que não aceitavam a presunção de Aldo Bastos, o caixa dois continuou em marcha, mas com finalidades particulares, não mais “ideológicas” - algumas taxas pagas por produtores culturais não eram depositadas na conta do Governo e no relatório mensal ficavam em branco as datas de seus espetáculos, como se nada tivesse acontecido na ribalta do CCAF naquelas ocasiões. Pressionada por inúmeras queixas, a Secretaria de Cultura fez de tudo para exonerar Aldo do cargo, mas a influência inconsequente de Geraldo Simões foi mais forte. Desmotivado, à beira de um ataque de nervos e já sem fé nas boas intenções do deputado, pedi afastamento do cargo e segui minha vida longe desse mar de mediocridade. E se não denunciei o fato ao jornal A Tarde – onde colaborei durante anos – ou à Polícia Federal foi simplesmente pelo carinho que sinto pela guerreira Miralva Moitinho.

Anos se passaram, o CCAF está em ruínas, nenhum projeto cultural benéfico foi realizado, Aldo Bastos foi marginalizado pela mídia – que não ousa atacá-lo, temendo a represália do deputado, mas em contrapartida nada divulga à respeito de sua gestão. Como nenhuma bandidagem é eterna, o escândalo finalmente explodiu, está na boca do povo. Só no mês de novembro 4.800 reais desapareceram do cofre do CCAF sem qualquer explicação. Chamado imediatamente a Salvador para uma prestação de contas, o diretor se desfez em desculpas esfarrapadas. A tensão – e a pressão – é grande. O PT grapiúna ainda não se posicionou publicamente. Vamos ver por quanto tempo mais Geraldo Simões continuará paparicando os bel-prazeres de sua querida mãezinha e as conseqüências desse desatino, não só para a cultura da região cacaueira – o que já é notório – como políticas. Aguardemos as eleições deste ano.

Antonio Naud Júnior, do Blog Cinzas e diamantes.

Comentário do blog: Reproduzimos este artigo, por ver diariamente a dificuldade da classe artística de viver de seu trabalho e da falta de apoio e insensibilidade dos governantes. E, além de tudo isso, ainda serem traídos por quem se diz do meio. É lamentável.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano Novo, Vida Velha

Resoluções de Ano Novo geralmente duram só até o Carnaval – e isso quando custam muito a ser esquecidas.

Esse tipo de anestésico para as consciências culpadas toma uma infinidade de formas, e todas servem para tentar consolar as fraquezas reconhecidas com a ênfase no compromisso de superá-las.

Mas é só da boca para fora. Ou, como se diz em inglês, é só lip service.

E isso é tudo o que Brasil oficial sabe fazer com a educação no país: esbravejar propósitos, proclamar apreço, assumir compromissos e fazer declarações inflamadas.

Comprometer-se em fazer o impossível, colocar a culpa nos outros, manipular fatos e números, abafar realidades em contrário.

In imo pectore, nada do que dizem é para valer. Ou têm outros propósitos com o que fazem, e visam a outros fins, ou estão enganando a nós e também a si mesmos.

Ensino não acontece em gabinete. Ensino se faz em sala de aula. E quem faz a sala de aula é o professor.

Quem ensina não são sabichões entrincheirados em repartições, a dispor sobre o que se deve ou não se deve fazer lá longe.

Quem ensina é o professor em sala de aula: na cidade, na roça, na selva, na favela.

E, como se está vendo, tudo isso que nos cerca em matéria de educação e ensino, toda a prosopopéia oficial, cai por terra com uma constatação simples: o país não tem professores.

Falta o professor. Quer dizer: não tem apenas o principal. O básico. O essencial.

Novidade? Não. Há tempos se sabe que o magistério não atrai mais os jovens talentos. E não é só por causa do salário.

A desatenção quanto ao professor é total. Sua formação, por exemplo, continua a mesma de 50 anos atrás.
Aprende a dar aula com giz e quadro negro. Já em sala de aula, ganha um tablet para o governo mostrar como está antenado com a modernidade tecnológica.

E tudo começa pelo fim: a formação, a profissão e o trabalho não importam. Os resultados das avaliações são péssimos, deprimem o professor e servem para desconsiderá-lo perante o país.

A conversa se resume a salários e verbas.

É isso também. Mas antes é questão de valor. A pergunta não é só quanto ganha o professor. É de reconhecer de início o quanto vale o que se espera que ele faça.

E pelos sinais de consideração e apreço que o Brasil oficial dispensa ao magistério, no fundo o que o professor ganha é mais ou menos aquilo que o Brasil oficial acha que vale o que ele faz.

Muito pouco.

E respeito reconhecido faz falta. Não só pelo profissional em si, mas no caso do professor, respeito público é pré-requisito para o êxito de sua missão.

Educar uma nação precisa mais do que verbas, salários e blábláblá.

Precisa de estadistas.


Edgar Flexa Ribeiro é educador, radialista e presidente da Associação Brasileira de Educação

Vale quanto pesa

O Planalto vai gastar R$ 485 mil na compra de 122 notebooks HP por R$3,9 mil cada. O top de linha da marca custa cerca de R$ 3,1 mil. Deve ser para Dilma acertar o alvo quando os arremessa nas reuniões.

do site de claudio humberto

Chama o Paulo

Muito tem se falado sobre o uso de celebridades na propaganda. Eu mesmo já devo ter dado umas dez entrevistas sobre o tema – neste mês.

Não resta dúvida que uma celebridade bem usada atalha caminho, dá aval, empresta imagem. Mas como qualquer droga leve, o maior problema não é o uso – mais sim o abuso. O uso indiscriminado. A overdose.

Pra entender bem esse fenômeno, dê uma olhada em http://paulogoulartanunciaissobem.tumblr.com/

Como saber se você está usando bem uma celebridade? Primeiro, entenda bem não só qual a imagem pública daquela pessoa, mas qual a imagem que o seu target faz daquela pessoa. Um cantor popular às vezes só é popular junto a uma determinada faixa do público.

Depois, veja se o DNA daquela celebridade tem a ver com o DNA da sua marca. Faz sentido um cantor de pagode aparecer num comercial de fertilizante?

Veja também quais os fatores de risco da celebridade. Isso tem a ver com a vida privada dela. Qual a possibilidade de ela se separar, se envolver num escândalo, matar o caseiro? Ou, no caso de uma atriz, qual a probabilidade do personagem que ela interpreta na próxima novela fazer isso?

É bom checar também o nível de saturação da pessoa. Uma celebridade que aparece seis vezes por break, vendendo desde casa na praia até fio dental, periga jogar a sua marca numa indesejada vala comum.

Mas o maior segredo para ter certeza de que você está fazendo o melhor uso possível de uma celebridade é um só: faça uma peça que não faria sentido se fosse com outra celebridade.

E é fácil saber se você conseguiu. Use o que você aprendeu com o tumblr acima.

Depois de pronto seu roteiro/anúncio/banner/seja-lá-o-que-for, troque a celebridade da sua peça pelo Paulo Goulart. Se a peça funcionar com ele, é porque você falhou.

Eduardo Axelrud é diretor nacional de criação da Escala

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